Bora tomar um café e conversar sobre Tarô, arquétipos e outras coisas da vida

Uma xicara de café e uma boa prosa são suficientes para esquecermos do tempo, jogando conversas ao vento. Agora, se o assunto é tarô, cartomancia, experiências de vida, causos de atendimentos, aí o tempo passa mais devagar ainda. Não existe nada mais sadio do que a despretenciosa troca de experiências.

Por que estou criando este blog?

Minha relação com as cartas começou 11 anos atrás, por acaso, numa brincadeira entre amigos. Comecei com cartas comuns, dessas de pôquer, truco, buraco, e no mesmo ano conheci o tarô: amor à primeira vista.

Desde minha primeira experiência até hoje foram milhares de atendimentos. Na pandemia, eu me profissionalizei de vez. Consulentes online de todo o Brasil, Portugal e Argentina.

Você já imaginou a tonelada de experiências que eu trago na bagagem sobre a compreensão da natureza humana e a quantidade de histórias que ouvi ao longo desse caminho?

Eu já atingi o nirvana!

Lógico que esse título é uma provocação. Já passei das cinco décadas de vida. Tem uma frase de que gosto muito: “O Diabo não é sábio porque é o Diabo. O Diabo é sábio porque é velho.” A maioria esmagadora dos assuntos que vamos tratar aqui passa pelo filtro dos meus atendimentos e da minha experiência de vida.

E não, não, não, eu não atingi o nirvana, longe disso. Talvez eu apenas tenha aprendido a observar mais e reagir menos aos fatos, trabalhar a impessoalidade e a diminuir as contrações do ego. Repare que eu disse diminuir, porque é assustadora a nossa inconsciência diante das armadilhas do ego.

Só pra contextualizar. Uma vez uma mulher chegou à mesa muito sofrida, querendo entender um pouco mais sobre um ex e sua nova companheira. Perguntei a ela se havia a intenção de retornar ao sujeito e ela disse na hora:

– Claro que não, (aos prantos) é que eu quero vê-lo na lama.

Internamente eu disse: Jesuisssssiisszzzzzzz! kkkkk

Então, entre nós o que vale é a troca, uma troca entre pessoas normais.

ARQUIVO_PESSOAL_01-edited-1024x282 Bora tomar um café e conversar sobre Tarô, arquétipos e outras coisas da vida

E os arquétipos nisso tudo?

Calma. Não vou começar com uma aula de psicologia. Pelo menos não agora.

Gosto de pensar no arquétipo de uma maneira bem simples: um padrão de imagem, comportamento ou experiência humana que aparece de diferentes formas nas nossas histórias. Se eu digo a palavra MÃE, alguma coisa provavelmente aparece dentro de você. Pode ser cuidado, proteção, afeto, colo, cobrança, ausência, dor ou tudo isso junto. Percebe? Uma única palavra pode carregar uma quantidade enorme de experiências humanas e é aí que os arquétipos começam a ficar interessantes.

O Tarô é, entre outras coisas, um sistema riquíssimo de símbolos e imagens arquetípicas. Quando as cartas se abrem, às vezes parece que um portal se abre também. Não sei explicar exatamente o que acontece, e talvez nem precise. O fato é que muito da bagunça interna que a pessoa está vivendo aparece ali, sem máscara. E o mais interessante é que, muitas vezes, o Tarô ajuda a identificar essa confusão, colocá-la diante dos olhos e encontrar outras maneiras de compreendê-la.

E não pense que o baralho comum fica de fora. Cartas daquelas que você tem em casa e usa para jogar pôquer, truco ou buraco, também podem ser uma ferramenta extremamente eficiente. Eu gosto de brincar que, no meu sistema hierárquico particular, elas pertencem ao baixo clero.

Mas isso é assunto para outra conversa.

Eu quero que você se beneficie desse blog

Se eu ficar aqui apenas relatando, relatando e relatando ou dando aulas sobre isso ou aquilo, teremos um lugar onde você vem, aprecia um ou outro texto e vai embora. Tomar um café e bater papo pressupõe uma dinâmica. Minha idéia é interagir e trazer relatos ou testemunhos de leitores do blog. Como disse no início do texto, sou tarólogo ativo, não apenas estudioso do assunto. Para escrever esse blog reservei um tempinho à noite, que é quando estou mais relaxado. A partir de agora, ficarei atento para trazer o máximo de relatos em relação aos atendimentos atuais, lógico, sempre preservando ao máximo a identidade do consulente e com sua permissão.

Uma vez li num texto do Osho a proposta de que existem no mundo, no máximo, 10 pessoas diferentes. Ele explicava que, no fundo, é todo mundo muito igual. Considerando o contexto cultural que a pessoa está inserida, vestimos do mesmo jeito, comemos as mesmas coisas, buscamos objetivos parecidos, a mesma noção de religião e olhando dessa forma, os problemas também são bem parecidos, e é essa a utilidade dos relatos: identidade. Você ouve uma história e seu desfecho e pensa: “é exatamente por isso que estou passando”.

“Quero me tornar taróloga(o), por isso estou aqui”

Talvez você tenha chegado a esse espaço atrás de informações mais profundas sobre o tarô e a cartomancia, procurando orientações técnicas de como operar com esses sistemas. Talvez sinta uma atração inexplicável pelas cartas e como o atendimento funciona. De cara, quero te explicar uma coisa. Existem duas formas básicas de lidar com as cartas: terapêutica ou divinatória. A divinatória é baseada em um método de adivinhação, onde o tarólogo ou cartomante se prontifica a (tentar) adivinhar o futuro e dar respostas às questões do consulente. Já na terapêutica, que é a que pratico, as cartas são utilizadas para acessar questões mais psicológicas e propor uma solução terapêutica, seguindo uma lógica Junguiana.

Ah! Você pode perguntar: então você não prevê o futuro? Não se trata de prever ou não o futuro, trata-se de foco. O foco do tarô terapêutico é provocar mudanças. Não é pouco comum a pessoa chegar destruída a uma sessão e sair completamente renovada em suas forças. Como disse, quando abro as cartas, abre-se um portal. É uma analogia, lógico, mas há um fluxo, e nesse fluxo tudo pode acontecer, inclusive percepções mais sensíveis sobre diversos assuntos, como o profissional, sentimental/amoroso, saúde, entre outros. Mas é algo que acontece ali, na hora, no flow.

Caso você queira se tornar tarólogo, não se preocupe, vou pegar na sua mão no decorrer do processo. Por enquanto, vamos apenas tomar um café?

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E é justamente para conversar que este blog existe

Quero trazer para cá histórias, ideias, reflexões, experiências de atendimento, Tarô, cartomancia, arquétipos, comportamento e, principalmente, gente. Porque experiências humanas nos ajudam a nos tornar mais humanos. Mais conscientes.

Às vezes uma história parecida com a nossa aponta uma ideia que não tínhamos percebido. Um relato do outro pode revelar uma coisa que estava ali, bem diante dos nossos olhos, mas que não conseguíamos enxergar. Talvez seja essa a graça de conversar. Você conta uma história. Eu conto outra. E, no meio delas, alguém percebe alguma coisa sobre a própria história.

É por isso que eu gosto da ideia de um café. Não precisa haver uma grande cerimônia. Não precisa haver uma resposta definitiva. É só sentar. Tomar um café. Conversar. E ver onde a conversa vai dar.

Então, puxe a cadeira e sente-se. Seja bem-vindo ao Café Arquetípico.

Atendimento: https://wa.me/message/XO7UBMF2SO7RN1

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